
Para Cristiano Ronaldo hoje foi um dia que não irá esquecer, foi um sonho tornado realidade. Um sonho de um menino de uma família pobre mas que sempre o apoiou e incentivou;um sonho de um menino que, aos catorze anos, deixou o seu pequeno mundo, a sua mãe e o seu pai, para correr atrás da sua sorte. Um sonho de um menino que chorava de noite porque tinha saudades dos pais que estavam longe mas tão perto se ele ao menos desistisse do sonho.Um sonho de um menino que, ao invés dos colegas que, depois do treino, iam para o banho, ficava no campo a treinar mais, a melhorar mais, a correr atrás do seu sonho.Um sonho de um menino que nunca ouviu a quem punha em causa o seu valor, o seu sonho.
Para além dos números envolvidos; noventa e quatro milhões de euros de tranferência, oitenta mil pessoas na apresentação,o vencimento galáctico ou o nove da sua camisola,queria aqui apenas salientar o sonho, um sonho tornado realidade.
Um sonho que nasceu num menino que teve a sorte de ter o dom mas que teve a força, como poucos, de lutar por ele. Em alguns casos, na maioria dos casos, no entanto, isso não será suficiente, muitos sonhos nunca serão concretizados.Nunca irão passar disso mesmo, sonhos não concretizados,mas o que é importante é que nunca, mas nunca, desistamos deles porque são eles que nos fazem correr, aguentar as dores dos treinos forçados a que somos sujeitos todos os dias. São eles que nos fazem seguir em frente mesmo quando nos fartamos de rematar à baliza e a bola parece não querer entrar de maneira nenhuma. Às vezes podemos ser injustamente apanhados em falsos foras-de-jogo ou podemos sofrer golos com a mão do destino mas a vida,essa,como o desporto, deve ser levada com fair-play e devemos saber aceitar que a sorte do nosso campeonato depende de muito mais do que uma jornada infeliz e os sonhos, esses, são o que deve ficar mesmo depois do apito final do árbitro, são eles que nos fazem correr.
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