terça-feira, 7 de julho de 2009


Gosto de surpresas, boas surpresas, atenção. No entanto,há momentos para tudo, mesmo para as más surpresas.Mais do que isso, há mesmo momentos sagrados, momentos em que nada devia de correr mal por nenhum motivo.
Mais do que surpresas, no entanto, gosto de tudo o que é tradicional, excepção feita a uma sova com um pau de marmeleiro. Tenho pena que, pela evolução dos tempos, as velhas capelinhas vão encerrando as portas, os balcões de mármore vão dando lugar ao inox e ainda prefiro os talheres com cabo de madeira. Tenho pena que tudo o que é bom acabe.
Se há momento em que nada deve correr mal é quando se abre uma garrafa de vinho e se há sítio onde não se esperam surpresas é dentro de uma garrafa de vinho. Que o vinho esteja passado ou que possa ter um toque a rolha é uma daquelas situações, são o preço a pagar por tudo o que é bom mas que não é imune ao erro ou às forças da natureza que lhe dá a própria vida.
O pior acontece quando em vez de uma rolha de cortiça, um produto milenar, dos melhores produtos nacionais com maior retorno económico, que se torna corpo do próprio vinho, se encontre uma coisa.O vinho rosé roça o topo da minha tolerância nesta matéria.E o sobreiro já alguém lhe perguntou a opinião?

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