sábado, 9 de maio de 2009

Sol



Todos o procuramos e como eu não fujo à regra e antecipando o seu ofuscamento decidi aproveitar aquela que seria a sua última aparição nos próximos dias com uma ida à praia na Sexta-feira, à ainda relativamente virgem costa alentejana. Assim, lá fui até Melides, um sítio com a sua beleza mas as obras e um areal em muito mau estado fizeram com que mal sujasse os pés de areia.
Segui para Sines , um local, dos poucos, onde se pode vislumbrar um pouco de desenvolvimento no Alentejo. Se bem que, enquanto alentejano genuíno, mantenha sérias reservas quanto à própria naturalidade e boa cepa de um alentejano que acorda e vê o mar! Não combina, é como o camarão e o vinho tinto, gosto dos dois mas...
Continuei viagem para o Carvalhal, agora com excelentes condições de estacionamento e o mesmo areal, a mesma praia de sonho. Desta vez, mais que sujar os pés na areia fui à água e para minha surpresa estava bem mais agradável que a famosa água algarvia que encontrei em Portimão a semana passada. Quanto ao Sol, esse, estava bastante tímido, escondido atrás de umas nuvens que preeenchiam todo o céu mas quando decidia aparecer era suficiente para aquecer corpo e espírito, o pior era ele querer.
Fiz um desvio aos já tradicionais caracóis que recomendo e segui direito a Grândola em demanda do santo Pastel de Nata. Não, não é verborreia e porque as palavras não se provam ainda, deixo-vos a dica: Pastelaria Favo de Mel em Grândola em frente à estação da rodoviária. Sim, já sei ,meia hora a mais na passadeira.
Com a caixinha de pastéis de nata regressei a casa num dia em que decidi sair à procura do Sol que não encontrei mas em que acabei por encontrar tanto que não procurei. Não é quase sempre assim?

Sem comentários:

Enviar um comentário